De um lado, navios e aviões que alteram rotas, do outro, primeiros ministros e banqueiros que entregargarejam, via telefone - dez vezes, dizem -, no sentido de alterar uma qualquer rota, é de presumir.
No primeiro caso, pontifica a não existência de "caixas negras", pelo que, todo o mundo continua em...branco.
No segundo, e a fazer fé em "fugas de informação", foram encontradas de imediato e ouvidas por toda a gente.
Surdos incluídos.
Concluiu-se, por ventura, que o linguajar excessivamente loxodrómico era demasiado elaborado para ser entendido.
Mesmo por adiantados mentais.
Este conjunto de eventos recorda-me um famoso naufrágio.
Há quarenta anos atràs, desapareceu toda uma frota de lustrosos navios, dos monitores dos radares de todo o mundo.
Tinham alterado a rota e continuam por encontrar.
Das caixas negras, de igual forma, nada.
Mas, por muito estranho que pareça, todos eles continuam a emitir "pings" para o éter.
O problema é que ainda não foi inventado nenhum equipamento capaz de os decifrar.
Aos "pings", claro!
Porque quanto aos responsáveis pelo naufrágio, embora todo o mundo os conheça, continuam em segredo de justiça.
Paz às nossas almas.
