1) A culpa é da Merkel, dos mercados e do tratado orçamental. Só pode.
Mas que é uma excelente idéia, isso é inegável.
E com bastas aplicações práticas.
Deverá ser observada, no entanto, uma condição sine qua non.
Ser bem venenosa e não haver antídoto disponível num raio de 5000 Km.
Querem dois bons exemplos?
Então aí vai:
2) Atafulhem-no de caviar e de Veuve Clicquot-Ponsardin Brut.
Aguardem o resultado final. Não tardará muito, porque a idade não perdoa.
Depois dos maxilares da criatura estarem bem cravados à volta das encarquilhadas pendências, perguntem-lhe o que abomina mais. O réptil ou a direita.
3) O contabilista está para o sector financeiro como o mordomo, para os contos policiais.
A culpa é sempre deles, no matter what.
Embora correndo o risco de estar a municiar o contabilista com chumbo grosso, repitam a receita acima proposta.
Levará um pouco mais de tempo. Também é mais novo, que diabo!
No final, a pergunta fatal:
Quem é o culpado, afinal de contas?
Noites minhas, mal dormidas? Não.
Alinhavanços para um romance de cordel. Enquanto o país estiola.
