segunda-feira, 18 de abril de 2011

A lixeira.

Como muitos dos meus leitores sabem, sou um "tardo-almoçante", pelo que só às três da tarde sou confrontado com aquilo que já todos sabem pelas 9h da madrugada. Hoje, confesso, foi uma refeição divertida. E digo divertida porque já não consigo levar nada desta merda a sério. Nem com muito esforço! Abriram as notícias com umas criaturas, aparentemente portadoras de passaportes emitidos alhures, carregando um ar conspícuo - devidamente engravatadas, como lhes compete! - quais velhos mestres-escolas...(pareceu-me, por momentos, ver uma "régua de palmatoada" a espreitar pela pasta de um deles!) e firmemente dispostos a meter na devida ordem uma série de meninos que se portaram mal nos últimos tempos! Seguiu-se o Valtito ( o 33 do 1ºE...a minha/nossa turma do 1º ano de Liceu ) hoje mais conhecido por Valter Lemos e secretário de estado de qualquer coisa, acariciando o escroto em público, à conta de uma dúzia de nomes que foram abatidos à pornográfica lista de desempregados. Continuam com um tal senhor Silva - creio que o ministro do Valtito supra - jurando pela saúde do pai dele que não senhor...só esteve com o senhor Nobre para tentar perceber se o cidadão em causa era preto, ou branco!
Entretanto acabei de almoçar. E, olhando melancólicamente Lisboa através da minha janela, concluo sem dificuldade que isto não são notícias de um país.
São exalações fétidas uma central de compostagem que há muito deixou de funcionar.