"Abre-se" a jornalada e somos agredidos à bastonada por coisas como esta.
É-me difícil, sem resvalar para o vulgar, situar o português, por forma a definir com exactidão, o nojo que me invade ao assistir a este interminável desfile de miserabilismo e espantosa capacidade de genuflexão, especialmente agravados nos últimos 20 anos.
Transitamos para a página 2 e constatamos - já sem qualquer surpresa - que esta maravilhosa espécie de país (que há muito deixou de ser o meu), se prepara para viver um novo momento Kim-Il-Sung.
É o que dá, quando a coisa pública está entregue a "aparelhistas" que foram sendo formatados dentro dos partidos e aos quais foi negada uma vida própria. Tornando-se assim mais fácil manipular aquelas estranhas espécies de cérebros. E o que é mais grave, é que esta situação se arrasta, ininterruptamente, desde 1995. Desde o maldito dia em que desencantaram aquela emoliência que acode ao nome de Guterres.
O que é que me resta?
Isto. Pelo menos, fez-me soltar um sorriso! África, ela própria, nunca me desilude.
