segunda-feira, 16 de abril de 2012

A hora do lobo.

É o título de uma enfadonha "fita" de Ingmar Bergman, produzida nos idos dos 60's. "Starring", se bem lembro, Liv Ullman e Max Von Sidow. Básicamente, faz-nos saber que, gente atormentada, vê todos os seus pesadelos serem concretizados, no momento em que a noite começa as manobras de atracação ao novo dia. A hora do lobo.
A hora em que já não se dorme mas que, também, ainda não se acordou!
A hora da anestesia. A hora da não reacção.
Vem aí mais uma "reprise", à portuguesa. Com protagonistas que são verdadeiros canastrões saídos de um casting ordinário. Veja-se: Frei Ângelo que (oficialmente), tão arredio tem andado. O Médio Oriente já deu o que tinha a dar, não é?; Pais do Amaral cujo ponto curricular mais saliente, é ser filho do conde da Anadia (os velhos frequentadores do defunto João Sebastião Bar, ali à D.João V, perceberão a referência!); Artur Fernandes que já foi tudo e o seu contrário, no "mundo" financeiro e, last but not the least, Alípio Dias (ainda é vivo?), multi-instrumentista de reconhecidos méritos e deméritos, em partes iguais.
Preparam-se pois, para se atirarem, de corpo e alma, aos despojos "empresariais" deste triste país. E, de caminho, concretizam umas vingançazinhas que ficaram pendentes.
Posso imaginar o ranger de dentes que já vai por aí! Frei Ângelo - o único que conta - não é própriamente conhecido por ser um cultor da caridade cristã. Mas parece que frequenta a santa missa, todos os domingos!