quarta-feira, 16 de maio de 2012

Out of Europe.

Nem duas horas faz, recebi um sms de um amigo de infância, belga, que há longos anos, escolheu viver na Provença bem recuada. A bonita.
Gritava-me ele: " La Hollande a envahit la Provence...et le reste de l'état"!
Deixando de parte o mero jogo de palavras, esta "belgo-francesice" tem muito mais que se lhe diga do que aquilo que, à primeira vista, pode parecer. Mesmo levando em conta o profundíssimo amor, entre-nutrido por belgas (francófonos, o que é o caso) e holandeses.
É sabido que a Provença alberga a maior mancha de "países-baixistas" por metro quadrado, fora da Holanda. E está a alastrar.
Curiosamente, há duas ou três semanas atràs, recebi um email com origem na Tanzânia, no qual um outro amigo me dava conta, não sem alguma surpresa, das quantidades industriais daqueles nativos que desembarcam diáriamente  em Dar-es-Salaam e em Nairobi, com o objectivo de comprar casa e/ou terra, quer no continente, quer nas ilhas do Índico. Naquelas onde é possível fazê-lo. Os chamados investimentos ao luar. E bem inteligentes que eles são. Especialmente nos tempos que correm.
Posto o que, dei comigo a somar dois mais dois.
É por demais óbvio que os holandeses estão a fugir do seu cantinho, não vá "ele" fazer-se tarde e acordarem um dia destes com as contas bancárias, escandalosamente reduzidas a metade!
O ser humano, muitas vezes não sente. Apenas pressente. Intui.
Este mundo, já não é o que era. Tornou-se apenas na merda que dele fizèmos. E que nos vamos atrever e sem nos rirmos, a deixar em legado aos nossos filhos e aos nossos netos. Bem podemos limpar as mãos à parede!