Finalizava o postal de ontem dizendo, mais para mim próprio do que qualquer outra coisa...vou fazer umas perguntas, por aí! Ainda sobram uns velhos "companheiros de estrada", capazes de me iluminar o caminho. Penso eu...
Se é que ainda consigo pensar, por entre esta salganhada toda.
De ciência certa, fiquei com uma certeza. Ou eu ou os economistas, vamos ter de rever todos os velhos conceitos que nos formataram a existência porque, a ser verdade tudo o que ouvi - e quase todas elas fazem enorme sentido - a coisa tende para o assustador!
Um habitualmente bem disposto suiço-italo-egipcío com quem trabalhei alguns anos, dispara-me, de rajada, dois "tiros" que me puseram a rodopiar como um pião! Se o JP Morgan te surpreende, então vais saltar de surpresa em surpresa, porque esse vai ser apenas um dos muitos que se vão seguir e que terão, forçosamente, de ser resgatados.
- Queres tomar nota?
- Quero!
- Então escreve: França (Crédit Agricole e Société Générale); Inglaterra (Barclays, Royal Bank of Scotland e Lloyd's); Espanha (Santander); Itália (UniCredit Spa)...estes, para já. Fica atento nos próximos meses.
- Mas, espera aí, para safar as nalgas a esta merda toda, vai ser necessário imprimir toneladas e toneladas de papel!
- E o que é que tu julgas que estão a fazer os quatro grandes bancos centrais? O FED já vai em quase 2.000 trillion (ponho em inglês que demora menos a escrever!) o BCE em 1.000, o Banco de Inglaterra já imprimiu 520 mil milhões e o Banco do Japão está nuns "modestos" 300 mil milhões - todos estes valores são reportados a dólares. Se juntares a isto o acordo feito há dias pelo Geithner em Pequim, segundo o qual, fica aberto o caminho para os bancos chineses irem às compras nos Estados Unidos e, do mesmo passo, se desvaloriza artificialmente o dólar e se lança o yuan como uma nova moeda de reserva mundial, ficas com o quadro completo! Ou seja, dívida em direcção ao céu e hiperinflação a caminho.
- Glups!...ainda combalido fiz um novo telefonema. Para alguém mais dado ao fine tuning destas coisas.
- Tudo isso é absolutamente verdade e mais. Em Bruxelas e em Washington, já se espera que nos próximos meses, todos os países sob monitorização conjunta vão, um a um, deixar cair os planos de austeridade. Há que parar a todo o custo o fenómeno da "pescadinha de rabo na boca". Quanto mais cortam mais as economias encolhem, quanto mais estas encolhem menor é a receita fiscal e quanto menor é a receita fiscal, maiores são os défices. E a dívida, pilling up! Todos os défices e apesar das austeridades, têm subido em flecha, em todos os países europeus e nos Estados Unidos. Os Bancos Centrais, cujos activos e de acordo com os cânones económicos, não devem exceder 5% do PIB, estão, todos, com pesos superiores a 15%, à conta da impressora!
- Para além de isso querer básicamente dizer que vamos todos ficar cada vez mais tesos, significa também que só se sai desta merda à porrada?
- Bingo.
Rai´s parta o telefone!...
