Nós, portugueses, constituímos uma raça que adora ir sentar-se nos bancos da estação, com o bornal cheio de pernas de galinha e tinto manhoso, para ver passar os comboios.
Mas a quem, manifestamente, faltam pernas para saltar para dentro de um deles.
Atavismos!
A última e bocejante prova disso mesmo, é a importância que se está a dar a uma qualquer diatribe ministerial - concebida com a boçalidade própria dos néscios, é certo! - como se tivesse sido a primeira vez que tal sucedeu em Portugal.
Aqui e por toda a parte, a classe jornalística é manipulada e manipulável a todo o tempo. É a única utilidade que têm. Uma função social como outra qualquer. Para isso são pagos.
Basta lançar uma olhadela meio aborrecida por sobre a imprensa mundial. Sem passar dos títulos. É mais do que suficiente para nos apercebermos de que lado da contenda, se produzem! Gostem eles ou não.
Sun-Tzu, explica isso (e muitas outras coisas importantes) de uma penada, no seu "Arte da Guerra". Uma escaramuça aqui, para distraír a atenção e fazer acontecer o importante, ali, sem que ninguém dê por isso.
Sendo também certo que a regra gera excepções, sobram exemplos daqueles que quiseram "evoluir" fora dos carris pré definidos e que acabaram numa espécie de indigência profissional. Conheci, uns quantos! Os melhores, por sinal. Aqueles que tinham o "irritante" hábito de saber e querer utilizar a cabeça. Tomaram conhecimento, com toda a dureza do mundo que isso é território vedado!
Estou a lembrar-me, especificamente de um deles - que me espera já noutra dimensão - e que, a propósito da "matéria" que jaz no centro daquela diatribe, teria uma "pesadíssima" palavra a dizer. Assim ele o quisesse...
Deixemo-nos pois de choradinhos avulsos. Se há profissão no mundo, onde abundam as colunas vertebrais gelatinosas, é no jornalismo. Os poderes instituídos, limitam-se a aproveitar. Ou a criar as condições adequadas!
Para isso basta a pessoa certa, no lugar certo e à hora certa.
O resto, é conversa para adormecer boi!
