Hesitei muito em meter esta foto. Consta da mesma, uma terceira pessoa - que só conheci nesse dia - e que nada têm que ver com o que se segue. É do meu arquivo pessoal mas que se lixe. Dela consta o Dr Francisco Elmano Alves, pessoa que muito estimo. E ele sabe. E com quem estou em falta desde Outubro passado! Mas não perde pela demora. Um enorme abraço, Dr Elmano.
Mas isso são "coisas" pessoais e que não cabem neste espaço.
Vem este arrazoado a propósito do solstício de verão que começou, ainda ontem, às 23:09 UTC. O momento em que a terra estava mais próxima do sol (periélio). O momento do nascimento de João Baptista. O momento da fase descendente do ciclo anual. Por oposição ao nascimento de Jesus (solstício de inverno), momento de início da fase ascendente.
"Ele deve crescer e eu diminuir" (João 3:30).
Cruzàmos pois a porta que dá acesso à fase descendente do ciclo anual.
Remete-me este momento aos primórdios dos 80's e para o meu querido amigo, João Cruz Alves - o outro elemento masculino da foto - e que, à época vivia, ali, à Várzea de Sintra. Hoje, está administrador da Quinta da Regaleira. E nunca ela esteve tão bem entregue! Tinha colocado antes, uma fotografia do João, sopesando o "Labirinto", de Lima de Freitas. Uma das suas (LF) grandes obras, junto com "Almada e o número". Aliás e correndo o risco de ser insultado pelos cultores do grande pintor, a sua verdadeira obra, a que fica para a eternidade, é a escrita.
Dizia que me remetia para a Várzea. É verdade. Alguns inícios de verão foram ali devidamente celebrados, ao pôr do sol, em círculo, com oferendas, como manda a tradição.
Pagã, dir-me-ão. Pois sim. Mas verdadeira. Genuína. Vivida e vívida.
Saudava-se o apogeu, o zénite. E com amigos. Coisa que não é somenos.
A partir daí é a descida em direcção às trevas.
As nossas e as do país. Porque com as dos outros, posso eu bem.
Abraço João. Um dia destes ligo.