terça-feira, 5 de junho de 2012

O regador e a inteligência.

Tenho para mim que, em sede de blogue, é uma estreia. Falar de bola. Tenho por aí, uma qualquer coisa escrita que, apenas vagamente, se relaciona com este, sempre tugamente candente, tema. Referia-me, outrossim, a todo um negócio que gravita em torno do esférico. Desculpar-me-ão, mas não tenho a menor pachorra para procurar.
Hoje, dirigi-me em boa ordem, ao Hospital de Santa Maria. Teso militante que sou, não tenho outro remédio. E, mesmo que não fosse um teso, recusar-me-ia a sustentar a cupidez dos "investidores" no sector da saúde. Invistam na deles...que fazem muito bem!
Dizia eu que fui ao HSM. Mera consulta de rotina. Com a minha endocrinologista preferida. Que tenta, por todos os meios, recolocar-me em cima dos carris. Debalde. Ela, melhor que ninguém, sabe que é um exercício inútil. Se calhar, por isso mesmo, nos damos tão bem. Obrigado Teresa. Um beijão enorme. Se algum de vocês, necessitar daquele "departamento" da medicina, entreguem-se-lhes. Magnífica profissional. Procurem a Dra Teresa Dias. Digam-lhe que vão da minha parte.
Pressinto, desde já, perguntas abstrusas a cruzar o ar, no sentido de tentarem perceber o que têm em comum, o regador, a inteligência e a Teresa. Rigorosamente nada.
Chegado que fui a casa, atirei-me por sobre o fogão. Tentativa de mitigar a fome, tão só. Tabuleiro aprontado, liguei o aparelho de televisão num qualquer canal.
Falava-se de bola. Ou melhor, um emplastro - presumo que jogador - espremia-se até à vermelhidão, na tentativa de conseguir articular duas idéias que, na sua globalidade, conseguissem transmitir algo de perceptível ao comum dos mortais. Não sei se conseguiu ou não. O botão on/off, torna-se particularmente handy, nesses momentos.
Sinto-me sempre um crivo de regador quando, por acidente, ouço uma daquelas inteligências perfurantes.
Hoje, a culpada foi a Teresa.