quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Hoje é o dia.

É escusado repetir-me. Nem para tal tenho paciência.
Basta estar atento.
Nota 1.
Não vi reproduzido em nenhuma imprensa, o mais importante desabafo de Gaspar. O único que, realmente me chamou a atenção.
Na sequência de uma ameaça velada às empresas que beneficiarão da redução da TSU, deixa cair esta pérola e cito de memória:
" Qualquer movimentação - não recordo com rigor o adjectivo utilizado mas não andarei longe se usar o termo [civilizada] - com origem na sociedade, será muito bem vinda"!
Se ainda me lembro de como se analisa o ser humano, isto significa, tão só, duas coisas.
Por um lado, uma manifesta declaração de impotência para resolver o que quer que seja.
Por outro, um claríssimo sinal de que as grandes decisões não passam por nós.
Portanto, tratem vocês do assunto!
Nota 2.
Paulo Portas, no actual "estado da arte", morreu, politicamente.
Já não era sem tempo.
O velhissímo, "dale, dale qu'inda mexe!", fez o seu caminho.
Mas já nada disso interessa.
O 12 de Setembro, já nos entrou pela porta.
Amanhã será o primeiro dia do resto da vida do Ocidente.

Duas notas marginais, 4h depois deste escrevinhanço ter sido lançado no éter.

1. Quanto à decisão do TC alemão, escusam de rasgar sorrisos. Para quem esperava um esforço financeiro, por parte do contribuinte lá do sítio, na ordem dos 440 mil milhões de euros (é curioso nunca ter visto este número reproduzido na sempre atenta imprensa), ter ficado legalmente impedido de ir além de 190 mil milhões, isso, na minha terra, chama-se uma clamorosa derrota. Esse valor, nem para debelar uma cárie, vai servir!

2. Entretanto, Barroso, antecipando-se a essa mesma derrota, produziu-se no PE e, naquele inglês da Bobadela que carrega debaixo da asa, insiste na vomitiva tese do federalismo. 
Global Leader of Tomorrow...a quanto obrigas!