sexta-feira, 14 de setembro de 2012

ObrigadoS!

Não posso dar uma folga.
Acontecem logo coisas substantivas.
Constou-me que teve lugar uma disputa entre o jotinha, "líder" da oposição e o jotinha primeiro ministro, à volta da utilização de horários nobres televisivos.
Assim uma espécie de quem ocupa o quê, quando, onde e de que forma.
Fiquei também a saber que o jotinha primeiro ministro, de visita a uma fabriqueta, algures na geografia, entrou pela porta do cavalo. Como lhe compete, está bom de ver. Qual é a surpresa?
Acresce ainda à "continuação a saber" que o ex-funcionário do Banco de Portugal, ora presidente da república, esperou meia hora depois de dada por finda uma cerimónia qualquer para, antes de sentar o presidencial traseiro no andante que o levaria a nenhures, declarar que precisava de ouvir os conselheiros de estado. Cada um come do que gosta!
Por fim e para indizível regalo da minha infindável bonomia, fiquei igualmente conhecedor de que o partido socialista - pastoreado pelo tal jotinha, "líder" da oposição - está à frente nas intenções de voto.
Eleições? Outra vez?
Não têm mesmo mais nada para fazer?
Em alternativa a uma "manifestação" que terá lugar por aí, amanhã, entre o Liceu Camões e a Praça de Espanha - o único centro de poder que conheço entre aqueles dois lugares é a "Cave", ali, à António Augusto de Aguiar (prepara-te Zé Maria, eles vão chegar!) - proponho que nos livremos de todos os partidos políticos que enxameiam a paisagem, bem embrulhados e com um lacinho à cor respectiva.
Largados bem longe daqui. No rio Amazonas, por exemplo. Que me desculpem todas as minhas amigas e amigos brasileiros mas as piranhas, tratarão do assunto com a sua proverbial competência. E, façam-me a fineza de não esquecer a Sra D. Heloísa Apolónia. Aquela senhora que pertence a um partido (o líder desconhece-se) que nunca foi a votos mas que é sempre eleita deputada.
Um daqueles mistérios da democracia que, tenho esperança, um dia, hei-de perceber.