"Mas, ainda que todos os cidadãos, sem excepção, devam contribuir para a massa dos bens comuns, os quais, aliás, por um giro natural, se repartem de novo entre os indivíduos, todavia as constituições respectivas não podem ser nem as mesmas, nem de igual medida. Quaisquer que sejam as vicissitudes pelas quais as formas do governo são chamadas a passar, haverá sempre entre os cidadãos essas desigualdades de condições, sem as quais uma sociedade não pode existir nem conceber-se. Sem dúvida são necessários homens que governem, que façam leis, que administrem justiça, que, enfim, por seus conselhos ou por via da autoridade, administrem os negócios da paz e as coisas da guerra. Que estes homens devem ter a proeminência em toda a sociedade e ocupar nela o primeiro lugar, ninguém o pode duvidar, pois eles trabalham directamente para o bem comum e duma maneira tão excelente."
Que tal pôr os políticos europeus, os banqueiros, os sindicalistas e demais forças vivas avulsas, de pé, virados para a parede, a fazer 5000 leituras seguidas da Rerum Novarum?
Talvez assim, não tanto pela inteligência quanto pela insistência, se convencessem de que ocupam lugares que não foram concebidos para eles.
E se pusessem a caminho, de vez, da puta que os pariu.