Tive, seguramente, o mais curto período de nojo de que tenho memória!
Coisa atribuível à circunstância de ter comprado um jornal. Devem sobrar dedos das duas mãos, se fizer a contagem dessas minhas aquisições anuais.
Hoje, acrescentei mais um dedo. Mas ainda sobram uns quantos!
Não é que, a páginas tantas, dou com essa foto acima? Rodeada, como não, de uma "reflexão" de Rui Tavares. Que me dispensei de ler, por meras razões de higiene mental.
A "história" conta-se à posteriori. Com o devido distanciamento.
"Historiadores" imediatistas, não me acrescentam nada!
Quase tive de usar lupa mas consegui lobrigar que a foto foi obtida por um tal de Luis Carrega e, originalmente, dada à estampa no Diário das Beiras. O seu a seu dono. Bem esgalhada, essa chapa! Os meus parabéns.
O moço primeiro ministro resolveu manter "debaixo de olho" - escondido porquê? - um qualquer livro sobre Salazar.
Sorri (me), quase condescendente.
Não constitui vergonha nenhuma, aprender-se com quem sabia da poda. Muito pelo contrário.
Acontece porém que, para que Salazar lhe possa ser útil, é necessário que estejam reunidas duas condições, não só fundamentais, como incontornáveis. Por um lado, termos independência de acção. Se eu quero ir por ali, vou por ali, sem necessitar da "autorização" de terceiros.
Por outro lado, para eu saber que quero ir por aqui e não por ali, preciso de uma cabeça para pensar.
E é justamente nesse ponto que se me levantam as mais excruciantes dúvidas.
Será que o moço terá uma coisa dessas (cabeça), lá, exactamente no lugar reservado à separação das orelhas?
E, em caso afirmativo, sabê-la-á usar?
Vou continuar a sorrir. Quase gargalhar.
