Só hoje li esta pérola.
No entanto, entendamo-nos.
- Que a justiça, neste sítio mal frequentado, funciona manifestamente abaixo de cão, é dado adquirido. Ou já nem isso.
É mera moléstia.
Se acrescentarmos umas preclaras declarações, bolçadas por aí, por um qualquer juíz, reclamando um substancial alargamento da janela de tempo para investigar assuntos extraordináriamente difíceis como dar ou negar provimento a contestações a procedimentos contraordenacionais com origem na entidade reguladora, não só ficamos com a fotografia de grupo, como releva tão só do analfabetismo funcional.
Ou seja, da circunstância de não se saber a tabuada na ponta da língua.
- Que Constâncio (na qualidade de governador do banco nativo) falhou miserávelmente na mais básica das suas funções (supervisão), nem sequer é notícia.
Ou se calhar é (ou foi), dado que o agraciaram com uma promoção até ao BCE onde, e apenas por ironia, lhe entregaram o pelouro da...supervisão.
- Que o Ministério Público se afadigue a lavrar requerimentos, compreende-se. Tem de justificar a sua própria existência.
Agora que o banco central venha publicamente exigir uma espécie de Tribunal de Excepção...
Pensando melhor, é capaz de ter razão.
Pelo menos resolviam o assunto em tempo útil.