segunda-feira, 7 de abril de 2014

Perguntas sem respostas.

Começo pelo princípio.
Nunca tinha ouvido falar de Manuel Forjaz.
O que se segue nada tem de pessoal, pois. Nem poderia ser de outra forma.
Neste particular, limito-me a curvar-me diante do desaparecimento físico de alguém. E a carrear as devidas condolências à família. E por aqui me fico.
Há, no entanto, duas ou três "coisinhas" que me fazem coçar o "cucuruto da cabeça".
"Googlei" o nome. 
Fiquei a saber que era economista pela Católica - eu também não - e que se dedicava ao professorado. Mais fiquei a saber que promovia a criação de "clusters" de empreendedorismo empresarial.
Que faliu e se "levantou" várias vezes.
Tudo isso, actividades merecedoras do meu aplauso.
Mergulhando um pouco mais no que o Google me proporciona, fiquei igualmente a saber que tinha nascido em Moçambique - lugar que me é particularmente querido por um sem número de razões que não vêm ao caso - e que, por dedução, presumo ser sobrinho do distinto arquitecto Zé Forjaz que, esse sim, muito bem conheço.
Mergulhando ainda mais no "googlanço", tropeço em algo que uma qualquer noite menos bem conseguida, o levou a escrever:
"Grande desafio: Mudar para África com o lançamento de um projecto de turismo social para multimilionários europeus e americanos".  http://www.angra.uac.pt/ggcn/Leader21/cvs/manuel.pdf
Dispenso-me de comentários complementares. O "grande desafio" fala por si próprio.
Nos últimos tempos, eu, "chegador" tardio às comodidades do sofá caseiro, a cada vez que ligava o televisor, produzia-se-me Forjaz. Com uma mensagem que, aparentemente, fazia todo o sentido. Força e permanente estado de alerta diante da doença. Especialmente daquelas que não são conhecidas por perdoar. Mas, "puta velha" como eu, desconfia...ó se desconfia!
Porquê este e não outro qualquer? Porque escreveu um livro? Abundam milhões que escrevem livros - tendencialmente ilegíveis - e que não têm acesso aos meios de comunicação. E que lutam com o mesmo pundonor com que ele lutou, contra a doença.
De acordo com dados de 2012, morrem 60/70 pessoas por dia, de doenças cancerosas. Mais, morrem 150.000 pessoas por dia, no planeta.
Repito a pergunta. Porquê este e não outro qualquer?
Alguém usou Manuel Forjaz.
E ele deixou. Ou não lhe deram alternativa.
O que será que vem por aí, em matéria de medicação contra o cancro?
Tudo o que envolve OMS e a indústria farmacêutica, não prenuncia nada de bom.
Andei demasiado perto de tudo isso, para me deixar "enrolar" por duas tretas mal amanhadas!
Aguardemos.