sexta-feira, 9 de maio de 2014

Lixo estável.

Gargarejou a Standard and Poor's!
Olhando, com a atenção que a minha já muito debilitada inteligência permite, aquelas duas singelas palavras, dou comigo, a um tempo, de acordo e em profundíssimo desacordo.
Lixo; completamente pacífico. Há quarenta anos que vivemos mergulhados nele. Sobrevivemos, sabe deus (e nós) como, até agora.
Estável; aqui, por amor da santa! O lixo decompõe-se. Nada tem de estável. E, aposto, singelo contra dobrado, que estamos no bom caminho para sermos atirados para uma qualquer vala comum.
Nem a lápide teremos direito. Não há epitáfio que nos valha.
Há momentos, ouvi uma vozearia com origem no jazigo de família (parabéns João, pelo apodo que encontrou para a AR), que não prenunciava nada de bom.
Gritavam uns com os outros e não se percebia nada.
Mas também, na realidade, o que há, de tão extraordinário, para perceber?
Vão todos bardamerda.