quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Confusos e anónimos.

Mais tarde, se e/ou quando tiver pachorra, logo pensarei se me está a elogiar ou a insultar.
É tudo quanto se me oferece dizer sobre o hoje. Outubro de 2012.
Ainda há governo?
Entretanto e continuando a esclarecer quem persiste em não perceber o que quero, regressemos por momentos a Braga, a Janeiro de 1949.
 
"Devo à Providência a graça de ser pobre. [...] Para ganhar, na modéstia a que me habituei e em que posso viver, o pão de cada dia, não tenho de enredar-me na trama dos negócios ou em comprometedoras solidariedades. Sou um homem independente.
Nunca tive os olhos postos em clientelas políticas nem procurei formar partido que me apoiasse mas em paga do seu apoio, me definisse a orientação e os limites da acção governativa. Nunca lisonjeei os homens ou as massas, diante de quem tantos se curvam no mundo de hoje, em subserviências que são uma hipocrisia ou uma abjecção.[...] Sou, tanto quanto se pode ser, um homem livre!
[...] Penso ter ganho, graças a um trabalho sério, os meus graus académicos e o direito a desempenhar as minhas funções universitárias. Obrigado a perder o contacto com as ciências que cultivava, mas não com os métodos de trabalho, posso dizer que os reencontrei sob o ângulo da sua aplicação prática; e, folheando menos os livros, esforcei-me em anos de estudo, de meditação, de acção intensa, por compreender melhor os homens e a vida. Pude esclarecer-me".
 
Se forem necessários esclarecimentos ulteriores, cá estarei.