Institucionalizou-se, por aí, um palavrão, que tem o condão de me fazer saltar dentro das botas.
Idoso.
Vem carregado de um vago odor a condescendência. Ou pior. Se nos dermos ao trabalho de levantar a cortina, fica-se com a sensação de que o político, ou o invariavelmente analfabeto representante da comunicação social que o expeliu, deseja ardentemente que a criatura em causa se ausente para parte incerta e deixe de constituir um pornográfico encargo para os orçamentos - tipo estrela cadente - que vão sendo elaborados.
Será que nunca aprenderão que o carinho se refecte em termos como, velho, velhadas, velhozão, entre muitos outros?
Se um dia lá chegarem, verão o que significa sageza.
Mas estou tranquilo.
Porque jamais virão a sabê-lo.
Nem mortos.
